Queiroga afirma que varíola dos macacos ainda não é caso de emergência

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a varíola dos macacos ainda não está em nível para decretar emergência sanitária no país, ao menos por enquanto. Ele também pediu à população para que não matem os macacos, pois essa não será a solução para evitar a doença.

Ao não decretar emergência nacional, o ministro contraria pedido do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que havia proposto essa iniciativa na semana passada, pela preocupação com o avanço rápido da doença.

A decisão de Queiroga foi exposta durante coletiva de imprensa concedida na noite de segunda-feira (15), onde afirmou que pode decretar emergência regional, citando São Paulo, estado que concentra o maior número de casos da varíola dos macacos.

“A nossa vigilância foi reforçada durante a emergência de saúde pública decorrente da Covid-19. Nesse momento não há requisitos, até porque a maioria dos casos estão em São Paulo, e há possibilidade, inclusive, de se fazer emergência de saúde pública de importância regional, mas o secretário de saúde nem falou isso”, disse o ministro.

O Brasil já possui quase 2.800 casos confirmados da doença, cerca de 1.900 em São Paulo.

Durante a coletiva, o ministro pediu para que macacos não sejam mortos pelas pessoas, pois a doença é uma zoonose, um tipo de infecção transmitida entre animais e pessoas, com possível origem do cão-da-pradaria, um tipo de roedor.

“A varíola dos macacos é uma zoonose e o roedor cão-da-pradaria é provável ser a origem, não é o macaco, que é tão vítima da doença quanto nós. Portanto, não saíam por aí matando macacos, achando que assim vão resolver o problema”, informou Queiroga.

*PORTAL DO HOLANDA 

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