Queiroga anuncia novo secretário-executivo do Ministério da Saúde

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Reprodução

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou neste domingo (14) que Bruno Dalcolmo será o novo secretário-executivo da pasta. Dalcolmo vai substituir Daniel Pereira, que passa a integrar a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O anúncio foi feito pelo ministro em sua conta no Twitter.

“Convidei o Bruno Dalcolmo, servidor de carreira de Gestor de Políticas Públicas do ME (Ministério da Economia), para assumir a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde. (…) Já conhecia o Bruno e seu trabalho e também recebi ótimas referências dos Ministros Paulo Guedes e Bruno Bianco. Certamente ele ajudará muito a saúde do nosso país”, afirmou Queiroga.

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Dalcolmo assumiu o primeiro cargo no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) como secretário do Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Na época, o secretário especial era Rogério Marinho. O atual advogado-geral da União (AGU), Bruno Bianco, também estava na pasta.

Depois que o governo recriou o Ministério do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni foi nomeado como ministro. Bruno Dalcolmo ficou como secretário-executivo da pasta, um cargo de número 2 do ministro.

Ao anunciar o novo secretário, Queiroga frisou que ele tem “larga experiência em gestão pública”, já tendo assumido diversos cargos no governo.

“Sigo usando os mesmo critérios para escolha dos secretários do Ministério da Saúde: servidores de carreira, especializados e com larga experiência nas áreas em que assumem. Desejo sorte ao servidor Daniel Pereira, que certamente contribuirá muito para a Anvisa e para o Brasil”, pontuou.

Críticas
A indicação de Daniel Pereira para assumir cargo na diretoria da Anvisa no lugar de Cristiane Rose Jourdan Gomes gerou muitas críticas de servidores. Em abril, a Associação dos Servidores da Anvisa (Univisa) manifestou “grande preocupação” na escolha, pontuando que o nome pode “indicar negociações políticas que colocam a Anvisa como moeda de troca para interesses partidários”.

Nos bastidores, servidores da Anvisa manifestaram preocupação pela indicação de Daniel, pelas relações políticas que ele possui. Ele é irmão de Thiago Meirelles Fernandes Pereira, subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. Em 2020, ele atuava como secretário-executivo adjunto, auxiliando de forma direta o então ministro, general Braga Netto.

Em 2020, Daniel se envolveu em polêmica depois de indicar a filha de Braga Netto, Isabela Oassé de Moraes Ancora Braga Netto, para o cargo de gerente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com salário mensal de mais de R$ 13 mil. Na época, Daniel era diretor-adjunto da ANS.

“A forma da indicação – junto a dezenas de nomes para mandatos estáveis que perdurarão durante vários anos do próximo governo – aliada ao momento pré-eleitoral, pode indicar negociações políticas que colocam a Anvisa como moeda de troca para interesses partidários. A Lei Geral das Agências, sancionada pelo atual presidente, prevê que os dirigentes destes órgãos devem possuir experiência profissional ou formação compatível com o exercício do cargo, o que o currículo do indicado parece não apresentar”, pontuou a associação na época da indicação.

R7*

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